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Electrolux

Tecno House: a mais pedida da vez

Pensou no ritmo musical? Errou! O novo hit da casa contemporânea é a lei do menor esforço. Tudo pensado para quem não tem tempo a perder com miudezas

Não importa o quão conservador(a) você seja, procure admitir: os dias estão cada vez mais curtos e as rotinas, muito mais intensas, não é? Rebobine a fita até 1962, quando os cartunistas norte-americanos William Hanna & Joseph Barbera apresentaram a família espacial Os Jetsons na animação apinhada de comunidades flutuantes, carros voadores, comunicação por vídeo-chats e robôs encarregados da faxina nossa de cada dia. Àquela altura, época em que ainda boa parte dos banheiros remanescentes do modelo colonial europeu ficavam numa “casinha” à parte do conjunto dos quartos / social, pouca gente imaginou que meio século depois quase todos os paranauês do seriado infantil seriam uma realidade tangível – e imediata.

De volta para o futuro, o banheiro não só veio para dentro de casa como se acoplou ao quarto em versões “suíte dreams” em que até a tampa do vaso sanitário faz massagem nos nossos bumbuns. A cozinha gourmetizou-se para integrar-se ao living e, exceto pelos carros voadores que ainda residem na ficção-científica, temos o mundo na palma da mão, literalmente, ao alcance de um clique. Do trabalho, você monitora as câmeras de segurança na tela do smartphone – a mesma que usa para matar a saudade da família ou do crush numa chamadinha rápida via cam. Como roupa suja ainda se lava em casa, no trajeto pode-se ordenar que a lavadora cumpra o seu papel. O portão da garagem se abre com um toque suave (mas pode também se valer da leitura biométrica, como as digitais ou írises), enquanto iluminação, som e tv obedecem ao comando de voz.

O ar-condicionado também entra no combo: você climatiza o lar doce lar, mais quente ou mais frio, aos sabores das estações (ou das suas variações hormonais), com um gesto do polegar. A geladeira, compartimentada em diferentes funções que vão do freezer à adega, pode até alertar sobre a necessidade de (re)abastecimento, enquanto o termômetro avisa quando o assado no forno está no ponto – e cessa o fogo no ato.

Embora até mesmo a ideia de lar tenha se expandido para territorialidades simbólicas/metafóricas e o planeta venha se apresentando de um jeito bem menos cartesiano – e mais compartimentado –, por outro lado, fenômenos urbanos que vão do home office ao mau planejamento urbanístico que confina as pessoas em suas tocas (por percebê-las como porto-seguro) impulsionam a estatística de que, progressiva e irreversivelmente, as moradas terão vida própria e trabalharão cada vez mais para que você, humano, trabalhe cada vez menos. Admirável mundo novo que te deixa mais tempo para ser mais feliz (pelo menos no Instagram). Sobe o som!

mulher em cadeira relaxante conectada ao notebook com fones de ouvido

O jornalista, escritor e diretor de arte Allex Colontonio, 40, dirigiu as revistas Casa Vogue, Wish Casa, Kaza e Giz. Também foi diretor da Fundação Memorial da América Latina e autor de diversos livros do segmento, como Sig Style (Editora Toriba, 2016), Entrelinhas (Editora C4, 2014) e a trilogia Guilherme Torres Works (Editora Acácia Cultural, 2018). Entre os curadores de design mais respeitados do país, atualmente publica a revista Pop-se e o art book @decornautas.

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