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Se não tiver espaço em casa, chame os vizinhos e plante temperos, folhas e tubérculos na área comum do condomí

Cultive sua própria horta urbana

Se não tiver espaço em casa, chame os vizinhos e plante temperos, folhas e tubérculos na área comum do condomínio ou na praça

Imagine, mesmo morando em um apartamento sem varanda, colher alimentos fresquinhos e sem agrotóxicos na hora de cozinhar. Para quem não tem um canto da casa onde bata sol pelo menos quatro horas por dia, pode parecer impossível. Mas não é. A especialista em agricultura urbana Julhiana Costal, do espaço agroecológico ArboreSer, enfrenta rotineiramente desafios como este. 

 Pessoa escolhe sementes de vegetais que serão plantadas em pequenos vasinhos em horta doméstica

“Dá para encontrar soluções muito interessantes”, conta. “Para quem não tem luminosidade em casa mas também não tem grandes pretensões, indico o cultivo de temperos e ervas mais resistentes, como a hortelã. Sem muito sol, ela não alcançará seu auge, mas poderá se desenvolver razoavelmente”, diz. Se a ideia é apenas ter uma cebolinha à mão para incrementar os pratos, mais fácil ainda: basta manter a raiz e colocar num copo com água que ela brotará novamente. Com outros temperinhos verdes, a mesma coisa.

Ramos de hortelã cultivados em pequenos vasinhos domésticos

Mas e para quem realmente gostaria de cultivar uma horta, mas não tem quintal nem laje nem varanda? “Nestes casos, o ideal é buscar um espaço comum no condomínio em que haja boa incidência de luz. Ou começar um trabalho na pracinha mais próxima. Uma oportunidade também de reunir os vizinhos, para que todos participem e se beneficiem da horta juntos. Dependendo das condições do espaço, dá até para plantar berinjela, milho, batata, inhame, tomate...”

Vasos de madeira com hortaliças em terraço

Mas vamos à prática! Se não for possível plantar diretamente na terra, você poderá usar vasos ou abusar da criatividade: há lindos canteiros feitos com caixote de feira, bacia, liquidificador quebrado e até banheira de neném.

Temperos como manjericão, alecrim e manjerona em pequenos vasinhos em horta doméstica

O adubo vai sair da cozinha. E nem precisará de minhocário. Num balde, coloque  de cascas de frutas e legumes a coador de papel e sachê do chá. Só não misture alimentos já cozidos e carnes. Em seguida, acrescente folha seca, serragem ou palha. Pronto! Em cerca de um mês e meio, o lixo da cozinha terá produzido composto orgânico. 

 Cascas e restos de legumes separados para usar em composteira

E é ele que será usado para adubar a terra – o que deve acontecer a cada vinte dias, mais ou menos. A irrigação vai depender do que for plantado, mas costuma ser diária – uma vez pela manhã ou no final da tarde, quando o calor está mais ameno.

Pessoa usa regador para aguar plantas em horta urbana

É sempre bom ter no grupo alguém que entenda pelo menos um pouco do processo. Se não tiver, faça assim mesmo. “Todo mundo é agricultor por natureza. Sempre tem na família alguém que mexia com a terra. A gente só precisa despertar esse lado, ter vontade, dedicação e paciência”, diz Julhiana.

Pessoas cuidam e abudam horta urbana de forma coletiva

O uso de ingredientes cultivados “no quintal”, frescos e sem agrotóxicos, também é uma preocupação dentro dos restaurantes. O assunto esteve presente no Taste, evento gastronômico que acontece em 21 países e teve sua quarta edição em São Paulo em agosto. Acompanhe alguns momentos com a chef Morena Leite:

Texto por Priscila Pastre: Por nove anos, Priscila viajou para comer para a Folha de São Paulo. Primeiro no caderno Turismo. Depois, no Comida. Por outros três anos, seguiu conhecendo o mundo e seus sabores como editora da revista da LATAM, produzida pela New Content. Foi jurada do 50 Best, que elege os melhores restaurantes do mundo.

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