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Electrolux

Apaixone-se pelo que come

O primeiro passo é mudar a forma de fazer compras e a relação com o que será jogado fora

Minha maior questão como jornalista de gastronomia sempre foi: “Em que eu colaboro para um mundo melhor falando sobre comida?”. A resposta surgiu ao acompanhar o trabalho de comunidades, ativistas e alguns dos melhores cozinheiros do mundo. Estão todos preocupados com o desperdício. Com o futuro do que se come.

Foi nesse contexto que descobri um dos papéis mais importantes da minha profissão: escrever para contar que a responsabilidade por esse futuro depende, diretamente, do que acontece dentro da minha e da sua cozinha.

Voltar os olhos para a sustentabilidade presenteia a casa com leveza. A ida ao mercado ganha notas saborosas. O ato de cozinhar deixa de ser uma tarefa do dia a dia para se tornar um papel social. Se você tiver filhos então... A orquestra de panelas e escumadeiras pode virar diversão.

Que tal ir com os pequenos à feira nesta semana? Demorem-se nas barracas, cheirem as frutas, aceitem o pedacinho de abacaxi que o vendedor vai oferecer. Comprem aquela manga no auge da doçura, que está meio de canto por não ser mais tão bela. Ela está perfeita para um chutney. Ou para um sorvete sem açúcar.

A capixaba Raquel Blaque promove o consumo consciente com o projeto Creative Commes. E coloca em prática: sai à xepa toda quinta, atrás de ingredientes não tão viçosos, mas ainda bons para o consumo. Com eles, tem comida para a semana toda e ainda organiza almoços beneficentes no coletivo Casa Amarela.

Agora, um exercício: vá à cozinha. Dê uma olhada na sua última compra. Segundo o Instituto Akatu, cerca de 30% irá para o lixo. A menos que você armazene bem os alimentos e utilize o máximo de cada um deles. Por exemplo, bem lavadas, as cascas não precisam ser retiradas para sucos, bolos e tortas.

Mas e aquilo que, inevitavelmente, será descartado? Fernanda Danelon, que trabalha com a transformação do lixo de restaurantes em adubo, recomenda a compostagem caseira. Com um minhocário na área de serviço ou quintal, em semanas será produzido adubo e chorume.

Dessa forma, o lixo orgânico deixa de ir para o aterro, onde é o vilão que contamina água e solo, e vai para a terra, ajudar no cultivo de plantas, temperos e hortas.

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