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Nutritivas, as plantas alimentícias não-convencionais são procuradas pelo sabor, pelo uso medicinal e por uma

Saiba por que as Pancs devem ir já para o seu fogão

Nutritivas, as plantas alimentícias não-convencionais são procuradas pelo sabor, pelo uso medicinal e por uma característica ímpar: elas podem ajudar a salvar o planeta

Falar em Pancs (plantas alimentícias não-convencionais) pode parecer simplesmente abordar um assunto em alta no mundinho da gastronomia. Mas é muito mais do que isso. É falar do quanto a sua cozinha ficará mais criativa e saudável com elas. É falar de plantas medicinais. E, de quebra, refletir sobre o futuro da alimentação, sobre a nossa integração com a natureza e sobre humanizar o lugar onde vivemos. “Não acho exagero dizer que quem consome e cultiva essas plantas está preocupado com a preservação da espécie humana”, diz Regina Fukuhara, especialista em Pancs. Veja por que elas devem ir já para seu fogão.

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A melhor forma de entender a afirmação de Regina é levando uma Panc para casa. Mas calma! Não é preciso sair por aí caçando loucamente matos comestíveis pelas calçadas da cidade. Até porque, mesmo que você saiba reconhecer perfeitamente uma planta comestível naquela praça a caminho do trabalho, ainda há os problemas com a poluição e com os animais que frequentam o lugar. A melhor forma de entrar para este mundo é indo a uma feira de orgânicos. Converse com os produtores para saber detalhes sobre as Pancs que eles levaram no dia e, quem sabe, pegar dicas das melhores formas de prepará-las.

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“Depois de provar um refogado feito com o broto do chuchu, cozinhar o palmito da bananeira e aromatizar pratos com a pimenta-rosa [fruto das aroeiras comuns em algumas avenidas movimentadas de São Paulo], a gente descobre que outro universo pode sair dos nosso fogões”, diz Regina. Artista plástica de formação, ela começou a se interessar pelas Pancs movida pela história da família. A mãe passou por momentos de muita pobreza no Japão. “Ela viveu lá na época da guerra. A família tinha de encontrar alimentos baratos e aproveitar o máximo dele”, conta.

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O fato de serem plantas de cultivo fácil fez com que Regina as levasse para os vasos da varanda do apartamento em que morava, em São Paulo. A paixão cresceu, e ela se mudou para uma casa, para ter mais espaço para fazer uma horta. “Por causa do alto valor nutricional das Pancs, é uma maravilha tê-las à mão não somente para incrementar as refeições mas também para cuidar da saúde”, diz. Segundo ela, que pesquisa os usos medicinais e cosméticos das Pancs, a ora-pro-nóbis é um excelente cicatrizante. A cana-do-brejo, ótima aliada para o tratamento de pedra nos rins. Dois exemplos possíveis de cultivar em casa – com a condição, claro, de que haja uma boa incidência de sol.

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Reside nisso tudo a explicação da frase que Regina nos disse no começo deste texto. Voltar-se para as Pancs mostra a nossa preocupação com a preservação da espécie humana porque aponta uma opção de cultivo orgânico frente ao cultivo de alimentos convencionais com agrotóxicos. E porque nos conecta com o planeta. “As Pancs melhoram o solo e nos ensinam a respeitar o ritmo da natureza”, diz.

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Durante a edição do festival gastronômico Fartura que aconteceu em Tiradentes no último mês de agosto, Minas Gerais, a chef Morena Leite encontrou mais gente como Regina – engajada e apaixonada pelo assunto! Confira no vídeo a seguir.

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